Borboleta

  • Uma flor voando pelo ar

     

    Não sou médica, tampouco este espaço tem a pretensão de substituir qualquer opinião profissional. Sou apenas uma paciente curiosa, recentemente diagnosticada com carcinoma ou neoplasia de tireoide, vulgo câncer (cancro de tiroide, em Portugal). Sei que o nome assusta, mas minha intenção não é impressionar: prefiro focar no prognóstico. Só que, para isso, preciso relatar como foi o processo do meu diagnóstico. Por ser um câncer pouco abordado, numa região raramente examinada, penso que toda forma de levar à conscientização é de utilidade pública. Vamos lá?


    Quais foram os meus sintomas?

    Crédito: freepik

    Durante quase cinco meses, convivi com uma tosse seca persistente. Desconfiada de ser a mesma alergia que tive num passado remoto, resolvi me automedicar — não façam isso — com um xarope fitoterápico. Não passou. Neste período, pouco antes da pandemia começar, eu ainda estava no Brasil. Vim para Portugal e, na sequência, o confinamento e o bombardeio de informações acerca da Covid-19, em todos os canais. Uma vez que a tosse não passava, liguei para o Serviço Nacional de Saúde e fui encaminhada para o teste RT-PCR. Não era, ufa!, certeza que era mesmo só uma alergia. Mais um vidro de xarope. Nada. Então, em julho, resolvi agendar uma consulta no Centro de Saúde. No dia seguinte, o Dr. José Alves, médico de família, me ligou logo cedo. Disse que as consultas não aconteciam mais presencialmente, mas gostaria de saber quais eram as minhas queixas. Daí, falei da tosse. Disse que eu estava cansada dela, e com dor torácica. Perguntei a ele se podia ser reação de algum componente químico, porque piorava muito quando eu borrifava álcool. Ele, sem me tocar e sem subestimar quaisquer sintomas — obrigada, Dr. José! —, me disse que não achava ser isso. E me solicitou uma ecografia das partes moles do pescoço. Além da tosse, outros sintomas me acompanharam nos últimos tempos: desatenção, cansaço, dores musculares e articulares.

    A ecografia das partes moles do pescoço

    Também chamado de ultrassonografia, é um exame simples, indolor e nada invasivo. Não necessita de qualquer preparo específico. Após a colocação do gel, o médico radiologista desliza a sonda sobre o pescoço. No meu caso, a médica perguntou se eu sabia da presença de nódulos na tireoide. Eu disse que não, e perguntei se podia ser algo mais sério — sei lá, completamente leiga no assunto, e recém-saída do óbito da minha mãe de câncer, liguei o sinal de alerta. Ela disse que não conseguia me passar mais informações, além do tamanho dos nódulos e quantidade (um de 1 cm, um de 2 cm e muitos outros de menos de 0,5 cm) e que eu seria encaminhada a um endocrinologista. E assim foi feito pelo Centro de Saúde.

    A consulta com o endocrinologista

    Para a consulta com o especialista, levei as análises clínicas, que estavam satisfatórias, com exceção da conclusão sobre uma doença autoimune da tireoide. Ele me avaliou, pesou e, por causa dos nódulos, pediu a Punção ou Citologia Aspirativa por Agulha Fina (biópsia). Saí de lá com outros dois agendamentos: mais análises clínicas, que seriam realizadas no final de outubro, e o retorno em novembro. A princípio, seria apenas um controle evolutivo dos nódulos.

    Punção ou Citologia Aspirativa por Agulha Fina

    Crédito: iStock

    É um exame rápido, sem anestesia, desagradável, mas muito necessário. Pode, ou não, ser guiado por ecografia. O meu, não foi. E tudo bem. É feita uma “aspiração” das células para análise citológica. Achei que os dois nódulos maiores seriam puncionados, mas a médica me explicou que não havia necessidade. O material é analisado, e o resultado é muito rápido (o meu levou cerca de cinco dias, mas eu só saberia na próxima consulta).

    Meu resultado

    Embora tenha sido rápido, o acesso era restrito ao endocrinologista, portanto, precisei aguardar a convocação do hospital. Recebi uma correspondência que dizia que o meu relatório citológico sugeria uma cirurgia. No dia indicado pelo hospital, tive acesso ao resultado. Dentre muitas coisas acerca das características dos tumores — já não os chamarei mais de nódulos —, havia a conclusão: Carcinoma papilar da tiroideia associado a tiroidite linfocítica. Categoria de Diagnóstico do Sistema Bethesda: Maligno.

    E aí?

    “Calma, não vais morrer disto! Tudo será removido na cirurgia.”, foi o que o endocrinologista me disse. Achei que eu estava calma, bem calma, até, mas ele me descreveu como uma pessoa MUITO ansiosa. Pudera. Os treze dias que estive com minha mãe no hospital, há pouco mais de um ano, deixaram feridas emocionais gigantescas. Eu só pensava: “Como vou falar isso para a minha família?”, “Qual será a reação do meu pai?”, “Como será com as crianças?”. Então, todos os exames que eu realizaria somente no final de outubro, foram antecipados em um mês, para o pré-operatório. E eu retornaria ao hospital em cinco dias, para avaliar os resultados e conversar com o cirurgião. Ah, a vida é mesmo de uma ironia fina: meu diagnóstico veio no mesmo dia que saiu a lista definitiva dos candidatos selecionados para o mestrado. E meu nome estava nela. Avante!

    Bate-papo com o cirurgião

    Após avaliar minhas análises, e explicar a complexidade da cirurgia, me falou sobre os riscos — que são poucos! — e que a alta deve acontecer em dois dias. É feita com anestesia geral e, no dia seguinte, é feita a dosagem de cálcio no organismo. As células parafoliculares da tireoide (células C) produzem a calcitonina, hormônio que ajuda a regular como nosso corpo usa o cálcio. Saí de lá com o encaminhamento para a cirurgia no dia 20/10/2020, de tireoidectomia total, ou seja, remoção total da glândula. Fiz o TTPA (Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada) e, um dia antes da cirurgia, fiz o teste de Covid-19 (que deu negativo).

    A cirurgia

    O único preparo para a cirurgia foi um jejum de, no mínimo, 8h. Como moro “muito longe” do hospital, cruzei a rua, e estava lá! Sozinha, mesmo, pois não há a possibilidade de acompanhantes. Era bem cedinho; sequer havia amanhecido em Lisboa. Fui direcionada ao meu leito, e recebi os trajes cirúrgicos: meias longas de compressão, uma calça e uma blusa. Nada além. A enfermeira aferiu os sinais vitais. A médica anestesista veio conversar comigo acerca de alergias, doenças pré-existentes e afins. Então, o cirurgião falou sobre riscos, mas, também, sobre objetivos e expectativas: a cura. O maqueiro levou-me ao centro cirúrgico e, lá, coloquei dois cobre-sapatos descartáveis e uma touca. Uns eletrodos adesivos foram conectados ao meu corpo e a anestesia geral foi aplicada em minha mão esquerda. Comecei a sentir uma dormência na testa, sob o carinho de alguém (acho que era a médica anestesista). A voz do moço que me aplicou a anestesia é a última coisa que me lembro: “bons sonhos”, ele disse. Tudo na minha vida precisa ter poesia.

    Quer saber mais sobre o procedimento cirúrgico? Clique aqui.

    O pós-cirúrgico

    Esse é um tópico à parte. E para começá-lo, preciso adiantar que sou resistente para dores — por opção e insistência, dentro do sistema cesarista do Brasil, tive dois filhos através de parto normal hospitalar (sem anestesia). Mas, olha, acordar dessa cirurgia não foi nada fácil, para mim. Eu teria mais dez filhos de forma natural, mas não queria mexer nessa região novamente. Acho que cada organismo é mais sensível em determinadas áreas, e o pescoço deve ser a minha. Lembro que abri os olhos ainda confusa, com muita dor, o oxigênio e os apitos das máquinas. Normal, pois essa é a área do recobro. Dormi e acordei já no meu leito. Honestamente, achei que nunca mais comeria. Nunca mais beberia. Nunca mais falaria. Compreensível, pois é uma cirurgia que envolve intubação (com “i”, mesmo).

    Crédito: Técnica de Intubação Orotraqueal, por Fabiano T. Barbosa

    Desde o início do jejum, passei umas 23h sem ingerir nada. Até que, do chá fresquinho que me ofereceram, consegui beber dois goles. Após algumas horas, desceu um iogurte (por ser mais espesso, foi bem mais fácil, menos dolorido, e sem engasgar). À noite, me foi oferecida uma sopa gelada ou uma compota de frutas. Escolhi a compota, que também desceu. Apesar de toda a dor que envolve o processo, desde o ato de ingerir algo — especialmente a própria saliva, coisa que fazemos o tempo todo —, até levantar para ir à casa de banho, é incrível perceber a evolução gradual do corpo. Abençoados sejam os anti-inflamatórios, os analgésicos, os enfermeiros e os médicos, mas, também (e principalmente) o poder de restabelecimento de nosso organismo, hora a hora! No dia seguinte — ainda que tudo parecesse uma coisa só —, em jejum, recebi meu primeiro comprimido de reposição hormonal.

    Crédito: Arquivo pessoal

    Depois de uma hora, um pequeno almoço: café com leite e duas fatias de pão integral. Eu, que achava que não engoliria nem o pequeno comprimido, consegui deglutir o alimento, e fiquei muito feliz! Para aliviar as dores, compressas constantes de gelo (coisa que continuei a fazer em casa). Então, uma coleta de sangue foi realizada para avaliar os níveis de cálcio. Quando afetados, é feita uma reposição. Caso contrário, basta aguardar a alta. Os meus estavam normais. Neste meio tempo, a enfermeira removeu o ponto de sutura contínua, e o cobriu com várias tirinhas de pensos que caem sozinhas ao longo da semana. A área deve permanecer seca, durante todo este período. As minhas descolaram em 6 dias. Desde então, tenho tratado a cicatriz com Bacitracina + Vitamina A, pela ação cicatrizante e antibacteriana. O corte é horizontal, e possui cerca de 7 cm. O repouso não é absoluto, mas é preciso evitar esforços. E, nas palavras da enfermeira, “passar um tempo sem olhar as estrelas”. Dez dias após o procedimento, aconteceu minha primeira ida ao cirurgião. Por enquanto, nada de iodoterapia. Em menos de um mês, farei análises hormonais, e retornarei. Um passo de cada vez.

    Crédito: Arquivo pessoal

    O tópico que não podia ficar de fora

    Meus mais afetuosos agradecimentos à Dra. Joana Sofia Gil, médica de família, à equipe de enfermagem do Hospital Pulido Valente: Carla, Monica, Fátima, Marta não me recordo de todos os nomes; estava meio dopada, mas sou igualmente grata! , e aos médicos envolvidos no processo cirúrgico, especialmente ao Dr. Lucas Batista. You rock!

    O retorno: análise anatomopatológica

    Das grandes expectativas que rondam o paciente oncológico, a análise anatomopatológica da “peça” removida, figura soberana. Mal me atentei aos resultados de TSH — estavam bons, e foi mantida a Levotiroxina Sódica 125mcg —, mas o diagnóstico, apesar das partes boas, era: (1 HP) Dois gânglios linfáticos com metástases do carcinoma papilar, não se observa extensão extraganglionar; (3 HP) Gânglio linfático com metástases do carcinoma papilar, sem extensão extraganglionar; (5 HP) Carcinoma papilar multifocal (dois focos) no lobo direito, o maior com 1.3 cm de maior eixo, de padrão predominantemente papilar e infiltrativo, com corpos psamomatosos, área quística e áreas de fibrose, que dista menos de 0.1 cm da margem cirúrgica mais próxima. Há imagem suspeita de invasão vascular. Não se observa invasão perineural, nem extensão extratiroideia.

    E foi o que me levou ao IPO — Instituto Português de Oncologia.

    Instituto Português de Oncologia

    O IPO é o principal hospital oncológico português. Certificado como Centro de Referência Nacional no tratamento de vários tipos de câncer, pelo Ministério da Saúde, e acreditado pela Organization of European Cancer Institutes, pelos “indicadores de qualidade idênticos aos dos melhores centros de referência internacionais”, tem uma equipe querida e bem humanizada. É onde farei a iodoterapia (volto para contar!) e darei seguimento aos exames necessários.

    Lá, deixei minhas lâminas, o encaminhamento médico e a esperança de que (logo) tudo isso seja uma página virada.

    Iodoterapia: quando é indicada?

    Neste tópico, relacionado à iodoterapia para câncer de tireoide, preferi colocar as informações do Oncoguia. Para além da segurança da fonte, o artigo está bem compacto e didático:

    “A glândula tireoide absorve praticamente todo o iodo presente no sangue. Quando uma dose de iodo radioativo, conhecida como I-131, é administrada, pode destruir a glândula tireoide e quaisquer outras células cancerígenas da tireoide, com pouco ou nenhum efeito colateral para o corpo.

    Esse tratamento pode ser utilizado para destruir qualquer tecido de tireoide remanescente da cirurgia ou para tratar o câncer de tireoide que se disseminou para os linfonodos ou outros órgãos.

    A iodoterapia é amplamente indicada para pacientes com câncer de tireoide papilífero ou folicular (câncer diferenciado da tireoide). Mas, não é utilizada para tratar carcinomas anaplásicos e medulares da tireoide, uma vez que esses tipos de câncer não captam iodo.

    A iodoterapia é mais eficaz em pacientes com níveis altos de hormônio tireoestimulante (TSH) no sangue. Essa substância estimula o tecido da tireoide (e às células cancerosas) a absorver o iodo radioativo. Se a tireoide foi removida, uma maneira de elevar os níveis de TSH é não administrar hormônios em comprimidos durante algumas semanas. Isso causa uma diminuição do nível de hormônios da tireoide (uma condição conhecida como hipotireoidismo), que por sua vez faz com que a hipófise libere mais TSH. Esse hipotireoidismo intencional é temporário, mas muitas vezes provoca sintomas como cansaço, depressão, ganho de peso, constipação, dores musculares e concentração reduzida. Outra forma de aumentar os níveis do TSH antes da iodoterapia é administrar uma forma injetável de TSH, que pode fazer com que os hormônios da tireoide sejam retidos por um período de tempo desnecessário. Este medicamento é administrado durante 2 dias, fazendo-se a iodoterapia no 3º dia.

    A maioria dos médicos também recomenda que o paciente siga uma dieta pobre em iodo durante 1 ou 2 semanas antes do tratamento. Isso significa evitar os alimentos que contêm sal iodado e corante vermelho, assim como produtos lácteos, ovos, frutos do mar e soja.

    Riscos e efeitos colaterais

    Seu corpo emitirá radiação por algum tempo assim que você iniciar a iodoterapia. Dependendo da dose de iodo radioativo administrada, pode ser necessária a internação do paciente, geralmente em um quarto especial para impedir que outras pessoas sejam expostas à radiação. Alguns pacientes, dependendo da dose recebida, podem não necessitar de internação hospitalar. Ao receber alta após o tratamento, o paciente também receberá instruções sobre como evitar que outras pessoas sejam expostas à radiação e por quanto tempo essas precauções devem ser tomadas. Essas instruções podem variar um pouco de um hospital para outro. Certifique-se de entende-las antes de ir para casa e se persistirem dúvidas pergunte a sua equipe médica.

    Os efeitos colaterais a curto prazo podem incluir:

    • Sensibilidade no pescoço.
    • Náuseas e vômitos.
    • Inchaço e sensibilidade nas glândulas salivares.
    • Boca seca.
    • Alterações no paladar.

    Mascar chiclete ou chupar balas duras podem ajudar com problemas nas glândulas salivares.

    O tratamento com iodo radioativo também reduz a formação de lágrimas em alguns pacientes, secando os olhos. Se você usa lentes de contato, pergunte ao seu médico quanto tempo deve evitar seu uso.

    Os homens que recebem grandes doses totais em função de muitos tratamentos com iodo radioativo podem ter uma diminuição da produção de esperma ou, raramente, tornam-se inférteis. O iodo radioativo também pode afetar os ovários da mulher, e algumas podem ter menstruações irregulares até um ano após o tratamento. Muitos médicos recomendam que as mulheres evitem engravidar no período de 6 meses a um ano após o tratamento. Não foram observados efeitos adversos em crianças nascidas de pais que receberam iodo radioativo no passado.

    Tanto os homens como as mulheres que fizeram iodoterapia podem ter um risco ligeiramente aumentado de desenvolver leucemia no futuro. Os médicos discordam sobre exatamente de quanto este risco é aumentado, mas a maioria dos estudos mostraram que esta é uma complicação extremamente rara. Algumas pesquisas até sugerem que o risco de leucemia não é  significativamente aumentado.

    Converse com seu médico se você tiver qualquer dúvida sobre os possíveis riscos e benefícios do tratamento.”

    Coisas chatas, bem chatas

    Crédito: freepik

    Tenho enfrentado umas dores ósseas (musculares e articulares, também) bem desagradáveis. Liguei para o hospital, onde o endocrinologista e o cirurgião me atendem, e fui informada que podiam estar relacionadas à friagem excessiva. Tomei Paracetamol 1000mg, conforme recomendação, e segui. Por conta própria, comecei uma suplementação de cálcio, magnésio, vitamina D e zinco (já disse à médica sobre a minha decisão deliberada). Então, ela me solicitou as análises clínicas que farei amanhã: folatos, vitamina B12, PTH, cálcio total, fosfato, ionograma, magnésio e vitamina D. Por enquanto, o Tramadol 50mg (prescrito) deve ajudar.

    Coisa boa, bem boa

    Neste meio tempo, fiz o desmame do Cloridrato de Venlaflaxina 75mg, antidepressivo que tomei desde o óbito da minha mãe. Tive uns sintomas de abstinência desagradáveis, que envolveram cefaleia, parestesia, tontura, fadiga e muito choro. Mas, olha, poder viver sem ele, especialmente num momento em que preciso conhecer o novo formato do meu corpo, sem a tireoide, é um bálsamo. Meus agradecimentos à querida Dra. Sandra Neves, que me auxiliou neste processo. ❤

    Você sabia? 

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    • Os hormônios produzidos pela tireoide regulam seu metabolismo e a função de órgãos como coração, cérebro e rins;
    • Influencia o sistema nervoso;
    • Cerca de 90% dos nódulos na tireoide são benignos;
    • Dentre os malignos (cancerosos) estão o papilar, folicular, medular e anaplásico;
    • A tireoidectomia pode ser parcial ou total;
    • No caso de tireoidectomia total, a reposição hormonal deve ser para a vida toda;
    • A incidência do câncer é maior em pacientes que receberam radiação na cabeça, pescoço ou tórax, bem como se houver histórico familiar de câncer na tireoide;
    • É três vezes mais comum em mulheres em relação aos homens;
    • A terapia pode envolver iodo radiativo (iodoterapia). A químio e a radioterapia somente em tumores mais agressivos;
    • Na maior parte dos casos não há metástase ou recidiva;
    • O mês de conscientização do câncer é fevereiro. O mês de conscientização do câncer de tireoide é setembro;
    • A fita lavanda simboliza a luta contra o câncer. E a fita que simboliza a luta contra o câncer de tireoide é composta simultaneamente pelas cores rosa, azul e azul-petróleo.

    E por que “borboleta”?

    Crédito: freepik

    Porque esse é o formato da glândula tireoide, localizada na parte anterior do pescoço, logo abaixo da laringe. Também, pela alusão à transformação e à renovação, para além das minhas razões poéticas e pessoais. Como mãe de dois meninos, um de 4 e outro de 3 anos, finalizo — por ora — com uma canção do Palavra Cantada, recorrente nos meus dias mergulhados no universo infantil:

    “Será que a borboleta lembra que já foi lagarta?
    Será que a lagarta sabe que um dia vai voar?”

    Será? Sigamos. Cuidem-se.

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